Barulhos da semana

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Apertem os cintos: o dinheiro sumiu!

Pois é, depois da Segunda Guerra Mundial o mundo civilizado passou por várias recessões, altos e baixos, planos de metas de crescimento e expansão de capitais e mercados; nos anos de 1990 quando isso se tornou realidade ganhou o nome de "Globalização". Legal né, um sujeito de uma tribo senegaleza ou um camponês do interior da China poder comprar Coca-cola e um hambúrguer do McDonald.

Pois então, antigamente existiam os tais países subdesenvolvidos e valia tudo para "acabar" o subdesenvolvimento - instalavam-se ditaduras, criavam-se grandes grupos internacionais de fomento aos necessitados, surgiam guerras/guerrilhas, apareciam fundações internacionais e milionários dispostos a doarem polpudas cifras para os famintos do chamado 3o Mundo.

Então a gente tinha aquela vidinha: pobres e ricos, classe dominante e proletários, 1o Mundo e 3o Mundo (sempre quis saber quem era o 2o Mundo...), haviam os socialistas e os capitalistas. Hoje não! É uma baderna: tem ditadura democrática, todos dos países pobres são emergentes, os países ricos não são tão mais ricos assim e a Europa agora é um bloco econômico em que só fica quem tem dinheiro, quem não tem,... fora! Acabaram os socialistas e os comunistas, agora o problema são os mulçumanos contra o "Mundo Livre" (na Idade Média seria no mínimo mulçumanos/mouros vs cristãos..., mas deixa para lá faz muitooo tempo).

Os capitalistas continuam capitalistas (eu acho) só que resolveram adotar algumas coisas dos antigos estados socialistas como: ajuda estatal a bancos e empreendimentos, controle dos meios de comunicação e produção da cultura; por outro lado passam a tesoura nos benefícios "públicos" como: aposentadorias, salários de servidores, salário de trabalhadores, fazem longas listas de "malefícios" à Economia com projetos ou planos governamentais que distribuam riquezas ou como preferem dizer: "inibam a iniciativa privada gerando dependência das camadas populares por meio de políticas assistencialistas".

Então, o dinheiro acabou. Apesar de tudo o que produzimos no mundo, a Economia não anda nada "econômica". Os gregos dizam que "economia" era a competência com que tratávamos de nossa "casa" dispondo os meios da melhor e mais harmônica forma possível. Produzimos muito (vide os números do lixômetro das praias cariocas ou os índices do Greenpeace), mas dinheiro, bufunfa, grana, não tem mais. E ninguém sabe explicar aonde foi parar os multitrilhões que os povos do planeta produziram no último século desde o surgimento do tal "Capitalismo".

Mas acho que o que está tirando o sono e a paciência das pessoas nas ruas não é a falta do dinheiro apenas, é a falta de um outro monte de coisas que resultou na falta de dinheiro ou da não-distribuição dele de forma que todo mundo pudesse ter uma casa, comida na mesa e coisas para passar o tempo, pois comer e arrumar a casa todo o dia ninguém aguenta, (pergunte a qualquer dona de casa)!

O dinheiro sumiu ou na verdade já adquirimos tudo o que podíamos adquirir com dinheiro e esquecemos daquelas coisas que, como diz o comercial do Mastecard "não tem preço".

Moral, ética, liberdade, disciplina, solidariedade, amor, fraternidade, compreensão, tolerância, objetivos; estas coisas não se adquirem com dinheiro. Não me perguntem como se adquire pois isso também é complicado explicar. Dinheiro você consegue trabalhando, tomando emprestado ou até roubando, mas gratidão e solidariedade só se consegue de boa vontade.

A barulheira do mundo agora não é por dinheiro, apenas, é por um mundo diferente. Apertar os cintos é o menor dos problemas.

E durma-se com um barulho desses.

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